Fui ativista estudantil (1967/68). Militante clandestino (1969/70). Preso político (1970/71). Tenho travado o bom combate, lutando por um Brasil mais justo, defendendo os direitos humanos, combatendo o autoritarismo.

Sou jornalista desde 1972. Crítico de música e de cinema. Cronista. Poeta. Escritor. Blogueiro.

Tentei e não consegui eleger-me vereador em São Paulo. Mas, orgulho-me de ter feito uma campanha fiel aos objetivos nortearam toda a minha vida adulta: a construção de uma sociedade igualitária e livre, tendo como prioridades máximas o bem comum e a felicidade dos seres humanos.

Em que a exploração do homem pelo homem seja substituída pela cooperação solidária do homem com os outros homens. Em que sejam finalmente concretizados os ideais mais generosos e nobres que a humanidade vem acalentando através dos tempos: justiça social e liberdade.

Mostrando postagens com marcador Antonio Patriota. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Antonio Patriota. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de agosto de 2013

PALMAS PARA O DIPLOMATA HUMANITÁRIO! VAIAS PARA OS OMISSOS E OS FARSANTES!

Todos saíram diminuídos dessa comédia de erros... 
Brasil concedeu, porque quis, asilo a um senador boliviano considerado mero criminoso pelo governo de Evo Morales.

Mas, tal governo negava salvo-conduto para o político oposicionista deixar o país em segurança. Com isto, transgredia indiscutivel e grosseiramente as leis internacionais.

As autoridades brasileiras não recorreram à OEA, à ONU ou a quem quer que seja para desatar o nó. Preferiram continuar negociando indefinidamente com a Bolívia, mesmo sabendo que estavam sendo  enroladas

Um diplomata compassivo arriscou a carreira para salvar a vida do senador, cuja saúde declinava perigosamente em função do longo período mantido no que acabava sendo um cárcere privado.

Como recebeu apoio parlamentar e militar, não se sabe exatamente em que condição atuou: pode haver surpreendido seus superiores, mas também pode ter-lhes dado conhecimento ou, mesmo, seguido suas orientações. A única certeza é que ele não concordou em ser bode expiatório, pois agora se indigna com tal possibilidade.

Ele é o ÚNICO personagem digno e louvável da comédia de erros em questão.

Se a iniciativa foi realmente dele, Eduardo Sabóia deve ser aclamado como HERÓI.

Se seus superiores o estimularam a tirar a castanha do fogo para não queimarem as próprias mãos, temos de aplaudir seu espírito humanitário e vaiar os farsantes. 
...com exceção do digno Sabóia.

Não sei o que é pior, omitir-se de um problema ou resolvê-lo com falsidades e encenações, trocando até um ministro para salvar as aparências (mas, compensando-o com uma designação honrosa). País que quer ser protagonista da política internacional, ao invés de uma mera república das bananas, não pode sair pela tangente toda vez que enfrentar uma situação complicada. 

Dois trechos das declarações do diplomata Sabóia me sensibilizaram muito:
"Não me arrependo e aceito as consequências. Ouvi a voz de Deus. Estou amparado pela Constituição e pelos tratados internacionais assinados pelo Brasil. Fiz uma opção por um perseguido político, como a presidente Dilma fez em sua história"
"Você imagina ir todo dia para o seu trabalho e ter uma pessoa trancada num quartinho do lado, que não sai? E você é quem a impede de receber visitas. Aí vem o advogado e diz que, se ele se matar, você será o responsável. O senador estava havia 452 dias sem tomar sol, sem receber visitas. Eu me sentia como se fosse o carcereiro dele, como se eu estivesse no DOI-Codi. O asilado típico fica na residência [do embaixador], mas ele estava confinado numa sala de telex, vigiado 24 horas por fuzileiros navais"
Ele exagerou na comparação com o DOI-Codi, mas se trata de mero detalhe. O fundamental  é: quem deixou a situação se deteriorar a tal ponto, não tem moral para punir Sabóia. NENHUMA!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

CORINTHIANOS LIBERADOS NA BOLÍVIA, APÓS 5 MESES DE PRISÃO ABUSIVA

No dia 20 de fevereiro o jovem boliviano Kevin Espada morreu, atingido por um sinalizador naval a respeito do qual, até hoje, existe uma única certeza: a de que jamais deveria ter passado pela catraca de um estádio de futebol.

Passaram-se três semanas e, por esnobismo, preconceito contra as torcidas organizadas, simpatia (neste caso) equivocada pelo governo de Evo Morales ou mera indiferença em relação ao destino dos injustiçados em geral, quase ninguém havia se posicionado, na imprensa brasileira ou mesmo na internet, contra a prisão abusiva dos 12 corinthianos laçados pelas  otoridades  bolivianas para aplacarem a indignação popular.  

Foi quando lancei o artigo Vergonha: Bolívia faz 12 brasileiros de bodes expiatórios (11/03).   

Ao qual seguiram-se Os 12 torcedores sequestrados na Bolívia e a tibieza brasileira (08/05), IstoÉ desmascara a farsa e expõe a chantagem boliviana. E agora, Dilma? (20/05) e Bolívia passa recibo de que prendeu os torcedores corinthianos a esmo (07/06). Este último, quando os sete iniciais foram reconhecidos inocentes das falsas acusações e colocados em liberdade.

A diplomacia do Patriota rima com letargia
Nesta 4ª feira (24/07), os cinco  gaviões da Fiel  restantes foram soltos, a partir de gestões mantidas pelo chanceler Antônio Patriota, por orientação (declarou ele) da presidenta Dilma Rousseff.

Dilma merece meus sinceros cumprimentos. Fez o seu papel.

Já Patriota... não deveria ter se mexido para resgatar os coitadezas muito, mas MMMUUIIITTTOOO antes?! Precisava que a presidenta lhe recordasse qual era o seu dever? Como teria procedido se fossem seus entes queridos a mofarem numa masmorra estrangeira, sem culpa, por cinco intermináveis meses?

De minha parte, também posso considerar o dever cumprido. 

Já para os que não estiveram à altura de suas responsabilidades, deixo o lembrete: ficaram devendo e têm a obrigação de atuarem bem melhor da próxima vez.